terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Lapeanos – Corazza: engenharia por vocação

Desde o início do século XX, os Corazza constroem na Lapa: literalmente, enquanto engenheiros e arquitetos, eles deixaram sua marca em várias obras no bairro; no plano das relações humanas, o verbo construir também faz parte da história dessa família, que, de geração em geração, sempre se preocupou em edificar sólidas e amizades.
 
Francisco Corazza, filho de imigrante italiano (Luigi Corazza - nascido na cidade de Lucca), tinha uma vocação no sangue: a arquitetura. “Meu avó nasceu em Rio Claro. Aqui em São Paulo, na Lapa, atuou como construtor e recebeu, em 1914, uma licença de arquiteto, pois naquela época eram poucos os profissionais nessa área”, conta o engenheiro Francisco Corazza. “Ele já tinha feito várias obras e nenhuma delas havia apresentado problema. Então acabou recebendo o título de arquiteto”.
 
Essa paixão por construir também contagiou um dos filhos do velho imigrante: Pedro Corazza, que se formaria em Engenharia Civil pela Universidade Mackenzie, em 1939, e continuaria construindo no bairro. “Além de engenheiro brilhante, meu pai, que construiu a segunda torre da Igreja Nossa Senhora da Lapa, foi muito atuante em termos comunitários. Chegou até mesmo a exercer a função de delegado. Também se ligou à maçonaria e ajudou a fundar uma loja maçônica”, conta Francisco, um dos cinco filhos da união de Pedro e Ângela Corazza, que hoje está com 93 anos. “Eles faziam as reuniões na casa do meu pai, na Rua Clemente Álvares. Era uma chácara. Parte dela, depois foi vendida para a família Curado, que lá construiu a Escola Técnica Campos Salles”
 
O valor do engenheiro Pedro, fundador da Labor Engenharia, foi reconhecido com seu nome sendo emprestado a uma praça na Lapa de Baixo (região da Ermano Marchetti). “Foi uma bela homenagem. Mas tenho um pedido a fazer à Prefeitura. Nas placas de sinalização, o nome Corazza está escrito de maneira incorreta. Penso que não é difícil corrigir essas placas”, comenta Francisco, pai de um casal. Meu filho também se formou em Engenharia no Mackenzie”, acrescenta o empresário dono da construtora F.Corazza.
 

Em outubro de 2007, por ocasião dos festejos dos 417 anos da fundação do bairro da Lapa, a família foi homenageada com o Voto de Júbilo e Congratulações da Câmara Municipal de São Paulo, diploma que lembrou a memória do engenheiro lapeano, Pedro Corazza.

2 comentários:

  1. Interessante história. Meu pai tinha uma loja de presentes na Galeria Corazza nos anos 80, além de um escritório de contabilidade que ficava no andar mais alto da galeria (não me lembro qual).

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  2. Sou da família Corazza Luigi era primo do meu avô

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