quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Memórias - Vila Leopoldina de outrora
no relato de Boneli (1)

Na vida comunitária da Região da Lapa, o nome de José Benedito Morelli, o Boneli, está ligado às raízes do bairro da Vila Leopoldina e ao desenvolvimento do associativismo regional.

Quando se fala de bairros paulistanos e seus personagens, Boneli é surge como símbolo da lapeanidade, assim como Armandinho foi o símbolo da italianidade do bairro do Bexiga 

Histórias da Lapa abre espaço para o o relato de Bonelli sobre a Leopoldina de outrora. São histórias e causos que recuperam o bairro em várias dimensões: a vida em família, a paisagem cotidiana, as brincadeiras de infância, a vida em comnidade...Confira o vídeo, gravado em fevereiro de 2011, casa de Boneli, na Rua Teerã, na Vila Leopoldina.  

video


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Comunidade: A Lapa e seus maçons

No imaginário coletivo, a Maçonaria ainda figura como uma entidade cercada de grandes mistérios e de pomposos rituais litúrgicos. Não são poucos os adeptos de teorias conspiratórias, que classificam as atividades maçônicas no mundo todo como a mão invisível a dirigir os destinos da humanidade, impondo-se como o ventríloquo de vários personagens históricos ao longo dos séculos.

Na Lapa, os maçons pertencentes a essa ordem procuram, no diálogo com a comunidade, mostrar justamente o contrário. Segundo eles, a Maçonaria defende o aperfeiçoamento do homem e da sociedade não só em termos de melhorias econômicas e sociais, mas, sobretudo, no que diz respeito ao seu desenvolvimento cultural e intelectual. 

O bairro é sede de várias lojas maçônicas, subordinadas a duas grandes entidades centrais - ambas com abrangência estadual -, comumente chamadas de Potências. Uma delas, o Grande Oriente Paulista (GOP), cujo expoente é o Grão-Mestre Durval de Oliveira, agrega quatro lojas lapeanas. Na Rua Paulo Franco (Vila Hamburguesa) funciona a Everado Dias, que completou 40 anos de existência, terça-feira, 4 de abril. Na Avenida Mercedes está localizada a Trolha da Lapa, não muito distante da Vigilantes, que fica na Rua Moxei. Por fim, a mais nova das lojas maçônicas da Lapa é Estrela do Jaguaré, com sede na Rua Camacã (Vila Anastácio).
 
Uma outra Potência estadual com ramificações lapeanas é a Grandes Lojas, à qual estão associadas a Estrela da Lapa (Rua João Pereira); Ernesto Zuanella (Rua Gomes Freire); Edgard Armond (Rua Gomes Freire) e Orion (Rua Paulo Franco). 

Estima-se que na Lapa, a comunidade maçônica seja formada por cerca de 500 membros. 
Na Maçonaria não há a defesa desta o daquela ideologia política e também respeita-se pluralidade de credos religiosos. Porém para ingressar na Maçonaria é preciso professar a Fé em Deus. 
 
A crença em um Ser Supremo é um dos pilares da Maçonaria, que expressa esse pensamento no uso constante de dois símbolos: a régua e o compasso. "É uma referência a Deus, o engenheiro e arquiteto do Universo”, explica Ricardo Guisado, da Loja Trolha da Lapa. “Essas imagens também fazem referência ao equilíbrio entre espírito e matéria”. 

O ingresso na Maçonaria ainda é bastante restrito, a começar pela necessidade de o postulante ter de ser indicado por alguém pertencente à entidade. Via de regra , mulheres não são admitidas, embora existam algumas lojas mistas e outras exclusivamente femininas. São 33 os graus hierárquicos que balizam a estrutura administrativa da Maçonaria. O estágio inicial é de aprendiz, que para chegar ao último grau têm de se cumprir uma série de requisitos e se submeter sucessivos exames teóricos.

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